Desconfortável, eu vejo horas passarem. Uma após outra. Em guerra com tudo o que estou sentindo e contra tudo o que sou. Eu não sou nada. Nada além do que qualquer um pode ser. Qualquer um! As horas passam pra todo mundo. Mas para a maioria é confortável ver o tempo esgotar, distrair-se em brumas, se esvair e cair como chuva. É cômodo, em vidas quentes e radiantes. É cômodo, estável, leve e radiante. Eles não sabem o que é amar. Apenas, apaixonam-se infantilmente pelas coisas da vida, se apegam a banalidades, emudecem o seu ser com sorrisos. Simples assim!
Amar requer muito mais, é um desconforto acolchoado. Uma comodidade irritante, um destempero e só. É ser só. Impossível de ser adequadamente correspondido. Ser e não ser resignado ao ser amante, indo contra e favor do que se ama. Assim, horas passam dolorosamente, enquanto deitada sinto que minhas costas adormeceram sobre o colchão e meus braços formigam sem sangue para circular. Eu chorei por horas aquele dia e ainda sinto escorrer lágrimas quando me lembro de tudo que me deixou assim. Ela vai morrer, ela tem que morrer. Virgínia tudo isso a machuca muito. Não morra, deixando-a mais viva. Viver um livro é crueldade!
Amar requer muito mais, é um desconforto acolchoado. Uma comodidade irritante, um destempero e só. É ser só. Impossível de ser adequadamente correspondido. Ser e não ser resignado ao ser amante, indo contra e favor do que se ama. Assim, horas passam dolorosamente, enquanto deitada sinto que minhas costas adormeceram sobre o colchão e meus braços formigam sem sangue para circular. Eu chorei por horas aquele dia e ainda sinto escorrer lágrimas quando me lembro de tudo que me deixou assim. Ela vai morrer, ela tem que morrer. Virgínia tudo isso a machuca muito. Não morra, deixando-a mais viva. Viver um livro é crueldade!
